escrita irregular
segunda-feira, abril 30, 2007
  Adolescentes
Márcia preparou-se para mais uma noite de diversão. Saiu com as amigas, num jantar animado e regado com um tinto alentejano. Brinde aqui, brinde ali, por aquilo e por nada.
A passagem pelo bar de sempre, ponto de encontro de todos. Bebidas frescas. Nesta noite, Márcia sente-se cobiçada. Alguns rapazes olham-na há dias, hoje tentam a sua sorte. Um deles mais afoito, consegue convencê-la a ir com ele. As amigas fazem festa, gritam pelo nome dela. Passado um pouco, o casal volta. Animação redobrada. A ruptura por género, alimenta a tentativa de outro mais atrevido. Intromete-se na dança das raparigas, conquista a atenção de Márcia. Tenta um beijo, dois e nada. Só negas, risos e brincadeira. Não desistindo, o beijoqueiro consegue sair ao exterior com ela. As raparigas do grupo torcem mais uma vez por Márcia. Os restantes clientes do bar, atentos à confusão do movimento de entradas e saídas, riem-se e comentam o duplo da rapariga.
Quando o regresso é feito, é novamente o júbilo entre o grupo. Márcia segue para junto das amigas e o rapaz vai para junto do seu grupo, jamais voltando a olhar para ela.
Márcia, descontraída, continua a divertir-se, foi para isso que se preparou.
A certa altura envolve-se com um 3º rapaz. Feliz pelo parceiro, envolve-se com ele. A dança aproxima os corpos e repete-se o ritual de engate. Nova saída para o exterior. Os dois primeiros conquistadores entreolham-se estupefactos. O grupo das raparigas divide-se na apreciação. O dos clientes mirones lançam farpas e gargalhadas bem sonoras.
A noite avança e o casal ainda assim regressa ao bar. Um dos clientes atira um piropo, indecente, a Márcia e esta responde a envergonhá-lo. As amigas juntam-se a ela e rodeiam-na, lançam-na na festa, evitando confusão. Pelo meio, o rapaz aproveitou para escapar. Márcia volta a dançar, rejeita mais rapazes, só quer dançar mesmo.
Uma amiga, mais sensível, aproveita para lhe perguntar, o que lhe tinha acontecido para estar tão solicita nessa noite?
Márcia responde encostada ao ombro da amiga, “procurei o meu príncipe encantado”.
A amiga, Paula talvez, tentou ser séria, iniciando uma conversa meia moralista.
Márcia nem lhe deu hipótese:
- Eu sei o que queres dizer-me. Mas, olha foi uma seca. Umas brincadeiras, começava a aquece-los e tudo perdido. Sofrem de ejaculação precoce. Todos eles. Coitados, uns meninos armados em machos. Não curti nada.
 
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